2019

Nonhuman Rights

multimedia installation, originally commissioned for Animismus 

and World of Matter

english / castellano

2012

Written and approved in 2008 after a decade-long period of successive political convulsions, the new constitution of Ecuador is the first of its kind to include nature, alongside human beings, as a subject of law. The ‘animist’ conception of this legal text, which grants fundamental rights to elements such as rocks, mountains, river deltas and the seas, introduces a radical legal-epistemic shift that challenges the rigid borders that separates the world of objects from the world of subjects, the natural from the social, and thus presents a critical stand to the central tenets of the constitution of modernity. Non-human Rights presents archive interviews and documents about the historical process that led to the formulation of the ‘rights of nature’, and reflects upon the juridical, political and ethical implications of its claims for the establishment of a social-contract between humans and non-humans.

Escrita e aprovada em 2008, após uma década de sucessivas convulsões políticas, a nova Constituição do Equador inclui a natureza, ao lado de seres humanos, como um sujeito de direito. A concepção “animista” deste texto legal, que garante direitos fundamentais as pedras, montanhas, deltas de rios e os mares, introduz uma mudança epistémica e jurídica radical, que desafia os limites rígidos que separa o mundo dos objetos do mundo dos sujeitos, o natural e o social, e desta maneira introduz um novo constitucionalismo além da constituição da modernidade. O projecto de vídeo-pesquisa direitos não-humanos apresenta entrevistas de arquivo e documentos sobre o processo histórico que levou à formulação dos direitos da natureza no Ecuador e reflete sobre as implicações jurídicas, políticas e éticas de suas reivindicações em favor do estabelecimento de um contrato-social entre os seres humanos e não-humanos.